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Autor de mais de 70 livros estava internado desde 11 de agosto em Porto Alegre e faleceu em decorrência de pneumonia


Luis Fernando Verissimo em evento cultural realizado em 2019, em Porto Alegre | Foto: Tanam Alves Hennicka

Da Redação da Rede Hoje

O escritor, cronista, publicitário e saxofonista Luis Fernando Verissimo morreu neste sábado (30), às 0h40, em Porto Alegre (RS). Ele tinha 88 anos e completaria 89 em setembro. O falecimento ocorreu em decorrência de uma pneumonia, após internação desde o dia 11 de agosto na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Moinhos de Vento.

Segundo familiares, Verissimo morreu tranquilo. Nos últimos anos, enfrentava complicações de saúde, entre elas câncer na mandíbula, acidente vascular cerebral (AVC), problemas cardíacos, Parkinson e herpes, que comprometeram sua fala e movimentos.

O funeral ocorre neste sábado na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, até as 18h.

Trajetória

Nascido em Porto Alegre em 26 de setembro de 1936, Verissimo era filho do escritor Erico Verissimo. Iniciou carreira em jornais como Folha da Manhã, Zero Hora, O Globo, O Estado de S. Paulo e Veja. Foi autor de mais de 70 livros entre contos, crônicas, romances, roteiros e peças de teatro, alcançando a marca de 5,3 milhões de exemplares vendidos.

Criou personagens marcantes como Ed Mort, Fagundes, o Analista de Bagé e a Velhinha de Taubaté, que se tornaram populares em livros e adaptações para televisão e quadrinhos.

Além da literatura, manteve ligação com a música como saxofonista, paixão cultivada desde a juventude.

Últimos anos

Verissimo vivia em Porto Alegre, no bairro Petrópolis, ao lado da esposa Lúcia Helena Massa, com quem era casado desde 1963. O casal teve três filhos: Fernanda, Mariana e Pedro, além de netos.

Apesar das limitações de saúde, o escritor seguia em contato com leituras, notícias e futebol, mantendo rotina discreta em casa.

Reconhecimento

Ao longo da carreira, recebeu diversos prêmios, como o Juca Pato (1997), concedido pela União Brasileira de Escritores, além de homenagens no Brasil e no exterior. Sua obra foi traduzida para outros idiomas e reconhecida pela crítica e pelo público.


Fonte:  Brasil de Fato